I – O ministério profético
As palavras ‘pro’ (em lugar de) e ‘phemi’ (falar) dão origem à palavra profeta. Este, nunca fala de si e nem por si, mas é um instrumento para transmitir uma mensagem como um representante. Profecia, mais do que a predição de fatos futuros é a proclamação da Palavra de Deus e de sua vontade, de modo fiel e completo.
De modo geral, no chamado profético Deus separa alguém com uma mensagem e uma comissão que confrontam primeiramente o próprio profeta. Essa vocação divina ocorria de modo claro e direto, pois garantia que o profeta falaria com a autoridade de Deus.
Diante da importância do cargo profético, era essencial que o povo de Israel soubesse discernir entre o verdadeiro e falso profeta. O profeta deveria ser discernido segundo a fidelidade à aliança mediada por Moisés e suas predições deveriam se cumprir para que fosse aceita como vinda de Deus. Além disso, os profetas do antigo testamento apontaram para Cristo de várias maneiras diferentes.
II – Isaías
Isaías nasceu por volta do ano 760 a.C, e foi filho de Amós, um homem de família influente da classe alta. Seu nome significa “O Senhor é Salvação”. O ministério profético começou em sua vida por volta de 740 a.C, no final do reinado de Uzias. Por sua fidelidade, era costumeiramente alvo de zombaria de seus conterrâneos. Segundo a tradição, Isaías morreu serrado ao meio dentro de um tronco oco, durante o reinado de Manassés.
Como profeta, Isaías teve contato com a realeza no reino de Judá, agindo como conselheiro em assuntos internacionais. Foi um homem de grande percepção política, e em sua mensagem sempre atacou os males sociais da época, as alianças com os povos vizinhos e apostasia espiritual da nação.
III – Mensagem
Isaías foi usado por Deus para que a sua mensagem servisse para endurecer o coração do povo. Ele se levantou contra líderes que arruinaram moralmente o reino de Judá, numa época em que a Assíria estava como o poder dominante na região. Ao longo de todo o século 8, Deus entregou ao povo advertências, mas incapazes de mudar a conduta da nação.
Primeiro, o Reino de Judá foi conquistado e se tornou subserviente ao império Assírio no ano de 732 a.C, pelas maldades do rei Acaz; logo após, em 722 a.C outro aviso veio quando a Samaria no reino do Norte foi destruída. Apesar da boa conduta do rei Ezequias, que fez o Senhor derrotar a Assíria, os atos de desobediências constantes resultaram na profecia do exílio da Babilônia quase 100 anos mais adiante.
Por outro lado, Isaías foi usado para falar da esperança de bênçãos futuras e sobre um remanescente restaurado que sobreviveria ao exílio e desfrutaria da volta à terra prometida com todas as bênçãos.
IV – Esboço do livro
• Capítulo 1-39: Julgamento com promessas; Pecados de Judá, sentenças de julgamento e o propósito de Deus no julgamento futuro
• Capítulo 40-59: Consolo; Livramento e expiação
• Capítulo 60-66: Glória eterna
Escrito por: Danilo Ferreira Agostinho