A plenitude dos tempos

  • I- Contexto da primeira vinda de Jesus

    “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei.”

    Gálatas 4:4 NVI

    Deus, em seu infinito poder e controle, determinou a hora certa e o lugar certo para o nascimento do Rei e Salvador da humanidade. Assim como em tudo o que faz, não há acaso ou coincidências aleatórias. Cada intervenção divina cooperou e coopera para a convergência da História na pessoa de Jesus Cristo

    No período do nascimento de Jesus, o tempo, a geografia e a política foram preparadas para cooperarem com o Cristianismo. Antes da ascensão do império romano, o mundo foi dominado pelos gregos, que disseminaram a cultura helênica, estabelecendo uniformidade e padrão cultural, sobretudo na língua escrita.

    Na ascensão de Roma, Jerusalém sofria por estar sob os domínios de outro povo, mas sendo uma província do império, recebeu muitos investimentos de infraestrutura, como pavimentação de estradas e construção de pontes e aquedutos. Além disso, Jerusalém era uma cidade muito cobiçada, pois era uma cidade importante na rota dos viajantes e comerciantes da Ásia e Europa, que recebia um fluxo muito grande de pessoas.

    Uma língua dominante que facilitava a comunicação do Evangelho e uma cidade na rota de viajantes contribuiu para que a mensagem do evangelho fosse propagada e a obra de Jesus fosse levada a todos os lugares de forma mais eficaz.

    II- Contexto da segunda vinda de Jesus

    “E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.”

    Efésios 1:9-10 NVI

    Assim como na primeira vinda Jesus cumpriu seu propósito na plenitude daquele tempo, a segunda vinda, na plenitude dos tempos, marcará o início do reino eterno. Embora apenas o Pai saiba o dia e a hora, para que esta aconteça, sinais surgirão apontando o início do fim e a sua volta.

    No livro de Mateus capítulo 24, Jesus descreve os sinais que acontecerão: sinais nos céus, fome, terremotos, guerras e rumores de guerras, perseguições e a nação de Israel. Apesar de alguns destes sinais ocorram com frequência ao longo dos séculos, imaginá-los juntos e intensamente remete a um cenário adverso, mas Deus continuará no controle como sempre, e tudo cooperará para a glorificação de Jesus.

    Em um dos últimos versículos da Bíblia, João escreve: “Continue o injusto a praticar injustiça, continue o imundo na imundícia, continue o justo a praticar justiça, e continue o santo a santificar-se.” Assim, mesmo quando a maldade humana crescer e parecer triunfante, a intervenção de Jesus virá em resposta à ardente expectativa da criação, aguardando a restauração. 

    Logo, a humanidade não caminha rumo ao desconhecido. Jesus é o capitão do barco, sustentador da nossa Fé. Quando tudo estiver preparado, na plenitude dos tempos, Ele virá ao seu povo para sempre. Em novos céus e nova terra, a redenção será completa e este reino não terá fim.


    Escrito Por: Danilo Ferreira de Agostinho

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