Livro de Crônicas – Reafirmando propósitos

  • I- Introdução

    O livro de Crônicas foi escrito originalmente em um único volume, por volta do século V a.C., em Jerusalém. Segundo a tradição judaica, o autor das crônicas foi Esdras, o escriba, também pelo fato de seu livro começar onde termina 2 Crônicas. Os livros abrangem desde Adão até a entrada do povo no cativeiro, e se encerra com o decreto de Ciro, autorizando o retorno dos judeus da Babilônia para a sua terra.

    No conteúdo do livro são enfatizados as genealogias, a centralidade de Jerusalém, o templo de Deus e o sacrifício.  Seu nome original significa “as coisas omitidas”, referindo-se ao que não estava contido nos livros de Samuel e Reis. Enquanto estes contam os fatos a partir da perspectiva do trono e do palácio, Crônicas traz relatos da perspectiva do templo, focando na espiritualidade. 

    II- Destinatários  

    ​Após o retorno do cativeiro, o livro de Crônicas foi escrito recapitulando toda a história do povo como uma maneira de ensinar as novas gerações sobre as suas raízes, e não permitir que o povo se esquecesse dos atos de Deus em meio aos seus antepassados, nem das promessas e profecias feitas para eles e seus descendentes.

    ​Depois de 70 anos sofrendo longe de sua pátria, fez-se necessário enfatizar ao povo a oportunidade de recomeçar, e recomeçar da maneira correta, por isso, é dado um destaque especial e zeloso ao relatar o agir de Deus na história e seu relacionamento com Israel. O que a primeira vista parece tediosas repetições, é na verdade quase uma proclamação: “Jerusalém é a verdadeira casa de Deus, o templo é o centro de sua adoração e o sacerdócio levítico é o único ministério legítimo”.

    ​Em toda a escrita, principalmente no segundo livro, existe destaque para as tribos de Judá e Benjamin, para que não fosse esquecida a aliança de Deus com Davi, que da sua linhagem viria um rei que governaria um reino eterno.

    III- Aplicação

    ​Ao longo da caminhada cristã existem momentos onde nos deparamos com dificuldades, aflições e até mesmo derrotas. Obstáculos no cotidiano, a correria da vida e os males diários são capazes de nos tirar o foco e geram dúvidas sobre nossas convicções nos fazendo questionar se estamos agindo conforme o esperado de nós. Será que sou um cristão de verdade? Será que estou agindo como deveria?

    Saber e nunca esquecer o porquê fazemos o que fazemos, da maneira que fazemos e aonde queremos chegar é a chave para não desanimar, não retroceder e não abandonar a caminhada. Por isso, a Bíblia nos convida a meditar em todos os momentos na Palavra, orar sem cessar para permanecermos firmes no primeiro amor e firmes nEle. Que não nos esqueçamos quem somos em Cristo, quem éramos sem Ele, de onde fomos resgatados, e que nos tornaremos na sua vinda.


    Escrito por: Danilo Ferreira Agostinho

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