1. Introdução
O livro de Juízes é a ligação entre o tempo de Josué e de Samuel, começando por volta de 1400 a.C. até 1050 a.C. com a unção de Saul para ser rei de Israel. Este livro retrata uma diferença gritante com os outros períodos, onde o povo vivia em desunião política, guerras intensas, invasões e depravação moral. Em resumo, “cada um fazia o que lhe parecia certo”.
O principal tema do livro é a fidelidade e a paciência de Deus, que apesar do povo andar em círculo pela desobediência, permaneceu Fiel a si mesmo e a sua promessa, exercendo juízo e socorro conforme o povo agia. Retrata também a necessidade de liderança, pois nesse momento de fragmentação política o povo fracassou, e o ciclo de desobediência se encerrou apenas com a figura do Rei, apontando para o descendente de Davi que reinará pra sempre: Jesus Cristo.
2.Reflexão
Em Deuteronômio 27 e 28, o povo foi posicionado por Deus no monte Ebal (representando a maldição por desobediência) e no monte Gerizim (representando a benção pela obediência) e Deus tomou os céus e a terra como testemunhas. Dali em diante, este povo e seus descendentes teriam no Senhor refúgio, proteção, provisão, direção e relacionamento, bastava obedecer.
Após a entrada na terra, durante o período dos juízes, a nação experimentou por sete vezes um ciclo de declínio e sofrimento por abandonar o que tinham de mais precioso. Podemos chamar esse ciclo de 5S (safadeza, sofrimento, súplica, salvação e sossego)
Safadeza: Em desobediência, os homens praticavam o que era contrário a vontade de Deus.
Sofrimento: Pelo pecado, Deus executava juízo sobre o povo e permitia maldições.
Súplica: Em sofrimento, Israel se voltava a Deus em arrependimento.
Salvação: Em misericórdia, Deus ouvia o clamor de seu povo e enviava socorro.
Sossego: Em paz com Deus, viviam momentos de tranquilidade até que o ciclo reiniciasse.
Por diversas vezes, o desfecho poderia ter sido diferente nas gerações que viveram na terra prometida, mas o castigo recebido nada mais era que a consequência de princípios abandonados. Muito mais relacionamento e profundidade seriam conquistados se aquela nação correspondesse com obediência.
Olhando para o livro dos Juízes, nos deparamos com um alerta e um convite. Alerta para não incorrer no mesmo erro de andar em ciclos e experimentar apenas a misericórdia de Deus, e um convite a obedecer, e participar do Reino e de suas obras para este tempo.
3.Ilustração
Um professor de ciências de um colégio queria demonstrar um conceito aos seus alunos. Ele colocou um vaso de boca larga, e colocou diante da turma. Apanhou a seguir uma única grande pedra e colocou-a dentro do vaso, restando pouco espaço vazio. A seguir, o professor colocou algumas outras pedras de tamanho mediano dentro do vaso. Então, perguntou a classe se o vaso estava cheio. Unanimemente responderam que sim!
O professor então pegou uma caneca de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pedregulhos se alojaram nos espaços entre a pedra grande e as medianas. Então perguntou aos alunos:
– E agora, está cheio?
Os alunos estavam hesitantes, mas a maioria respondeu que sim.
O professou levantou então uma lata de areia e derramou a areia dentro do vaso. A areia então preencheu os espaços entre os pedregulhos. Pela terceira vez o professor perguntou:
-Então, está cheio?
Agora a maioria dos alunos estava bastante precavida, mas novamente responderam: sim!
O professor então mandou buscar uma jarra de água e jogou-a dentro do vaso saturando a areia. Desta vez perguntou qual era o objetivo desta demonstração.
Moral da história: A menos que você coloque a grande pedra em primeiro lugar dentro do vaso, não mais a conseguirá colocar lá dentro. Ou seja, se você priorizar o mais importante na sua vida, as demais coisas se encaixarão, mas se negligenciar o mais importante, depois será tarde.
(Autor desconhecido)
4.Aplicação
Na história de Israel e também da Igreja, existe uma grande pedra: A presença de Deus, e para que ela esteja conosco há uma única maneira: obediência. Essa é a prioridade da vida cristã, onde nossos esforços se concentram e nisto gastamos nossos dias. Uma vida com objetivos alcançados, promessas recebidas e sonhos realizados sem a nossa grande pedra será incapaz de nos satisfazer e terá sido em vão. Um antigo pregador certa vez disse: “Ou Deus é Senhor de tudo, ou então Ele não será Senhor de nada”. Que Ele esteja no centro de cada ação e intenção, para que tudo nos vá bem. Se fizermos o que Jesus manda, seremos seus amigos, estaremos ligados na videira verdadeira e as demais coisas Ele nos acrescentará.
Escritor por: Danilo Ferreira Agostinho