I- Criação: Imagem e semelhança
No princípio criou Deus os céus e a terra, e viu Deus que ficou bom. No versículo 26 do primeiro capítulo de Gênesis, o Deus trino decide: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Imagem nos diz sobre representação, reprodução ou imitação de algo. No passado, era muito comum que reis e imperadores ao dominarem outros povos, levantassem estátuas de si mesmo neste lugar dominado, representando seu domínio. Porém, a imagem por si só não realizava nada.
Ao criar o homem, Deus não apenas o fez a sua imagem, mas conforme a sua semelhança, atribuindo capacidades e funções para que o homem dominasse sobre os animais dos mares, dos céus e da terra, grandes e pequenos. O ser humano foi formado em perfeito equilíbrio e se encontrava completo na comunhão com a presença de Deus.
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto… a entrada do pecado na criação fez separação entre Deus e os homens, e como o homem não subsiste por si, a imagem de Deus no homem foi corrompida, sua autoridade perdida, restando apenas um estado decaído e vazio.
II- Caminho de volta
Aquém da Presença de Deus e sem identidade, os homens amaram mais as trevas do que a luz. O resultado foi uma dívida impagável para o ser humano, destinado à ira de Deus por toda obra de impiedade e injustiça. Por isso, se manifestou da parte de Deus, o cordeiro conhecido desde antes da criação do mundo, sem mancha e sem defeito, e por seu precioso sangue a ira de Deus foi saciada, e toda dívida paga.
Deus ofereceu Jesus como sacrifício, demonstrando sua justiça, ressaltada por nossa injustiça. A condição da natureza original humana ressalta o brilho da glória de Deus, assim como um diamante brilhante se destaca quando colocado sobre uma superfície escura. Esse é o evangelho, e nisto consiste o amor de Deus para com os homens. O próprio Deus se fez carne para livrar o homem da ira de Deus.
III- Redenção
Quando Jesus assumiu nosso lugar, Ele não apenas assumiu nossa injustiça, mas nos deu a sua justiça, e todo aquele redimido e perdoado em seu precioso sangue é recebido como filho de Deus e se torna co-herdeiro com Cristo. Portanto, todo aquele que já é nova criatura em Cristo, aguarda ardentemente pela manifestação dos filhos de Deus, aqueles predestinados, chamados, justificados e glorificados (Rm 8:30)
A promessa de Deus para o seu povo quando completa será para que o homem retorne a sua origem, esteja em completo relacionamento com a Presença, e volte ao estado pleno em que fora criado no jardim. De igual modo, toda a criação será restaurada ao seu propósito para glorificar a Deus.
Escrito por: Danilo Ferreira Agostinho